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📜 Salmo 141 — Explicação e Significado

Texto do Salmo

1. Ó Senhor, a ti clamo; dá-te pressa em me acudir! Dá ouvidos à minha voz, quando a ti clamo!

2. Suba a minha oração, como incenso, diante de ti, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde!

3. Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios!

4. Não inclines o meu coração para o mal, nem para se ocupar de coisas más, com aqueles que praticam a iniqüidade; e não coma eu das suas gulodices!

5. Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, isso será como óleo sobre a minha cabeça; não o recuse a minha cabeça; mas continuarei a orar contra os feitos dos ímpios.

6. Quando os seus juízes forem arremessados duma penha abaixo, saberão que as palavras do Senhor são verdadeiras.

7. Como quando alguém lavra e sulca a terra, são os nossos ossos espalhados à boca do Seol.

8. Mas os meus olhos te contemplam, ó Senhor, meu Senhor; em ti tenho buscado refúgio; não me deixes sem defesa!

9. Guarda-me do laço que me armaram, e das armadilhas dos que praticam a iniqüidade.

10. Caiam os ímpios nas suas próprias redes, até que eu tenha escapado inteiramente.

O Salmo 141 é tradicionalmente rezado ao entardecer, e por isso ocupa um lugar especial na oração vespertina da Igreja. A imagem central é bela: "suba a minha oração, como incenso, diante de ti, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde". É a oração de quem encerra o dia entregando a Deus tudo o que viveu, como oferenda. Mas o salmo não é apenas contemplativo — é também um pedido de vigilância interior. O salmista pede a Deus uma guarda sobre a própria boca e o próprio coração, para não ser arrastado pelo mal nem seduzido pelas companhias que praticam a iniquidade. Há uma consciência clara de que a queda muitas vezes começa pequena, nas palavras e nos pensamentos do dia a dia. Rezar este salmo é um bom hábito para o fim da tarde: revisar o dia, pedir perdão pelas palavras ásperas ou pelos pensamentos que afastaram de Deus, e renovar o propósito de buscar refúgio nele, e não nos próprios esforços ou nas companhias erradas.